22 de julho – Dia Mundial Contra a Mineração

“Diremos alto e claro através de nossas atividades, manifestações, comícios, festas, NÃO à poluição da mineração, NÃO ao uso de tóxicos que poluem nossas águas, ar e solo, NÃO a mega-minas que geram a cada ano centenas de milhões de toneladas de resíduos tóxicos, cujo impacto destrutivo é medido em séculos, NÃO para a mineração a céu aberto que afeta nossos ecossistemas, áreas agrícolas, devasta as nossas florestas, derrete nossas geleiras, e causa doenças incuráveis. NÃO as minas subterrâneas que brotam das entranhas da terra elementos radioativos, tóxicos e cancerígenos, NÃO à violência, a pobreza e a desigualdades que acompanham a extensão infinita das “zonas de sacrifício”. NÃO a ganância de lucro, o produtivismo extremo e ao consumo desenfreado que nos fazem acreditar que não há alternativa.
NÃO A MEGAMINERAÇÃO!”

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VI Encontro Regional dos Atingidos pela Mineração

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Já não podemos calar.
Chega o tempo de vencer,
Chega o dia de lutar sem morrer.
A única forma de vencer a morte é enfrentá-la
O único jeito de vencer é lutar
O único modo de fazer justiça é continuar lutando.
Assim viveremos eternamente.
(Ademar Bogo)

Foi entre mobilizações, estudos, debates, intercâmbios, poesias e músicas que aconteceu o VI Encontro Regional dos Atingidos pela mineração e o IV Encontro da Juventude Atingida pela Mineração (EJAM). Os dois encontros foram realizados nos dias 18 e 19 de julho, em Marabá – PA. Cerca de 150 jovens e adultos do Maranhão e Pará refletiram, debateram e elencaram planos sobre os impactos da mineração.

Os dois estados estão inseridos em um dos territórios mais impactados pelas atividades de extração, transporte e escoamento do minério de ferro. Para Danilo Chammas, advogado da Rede Justiça nos Trilhos, existe hoje no Brasil uma política que o coloca como exportador de riquezas. “Mais de 50% do minério de ferro que a Alemanha importa sai do Brasil; desse, boa parte é extraído do Pará. A Alemanha é líder na produção de peças para automóveis, com isso, as peças que são produzidas com matéria-prima do Brasil, retornam mais encarecidas para nós”.

Há ambiguidades na gestão político-econômica do plano nacional de mineração. Entre eles, a flexibilização da legislação, a privatização de serviços e o financiamento de empreendimentos e grandes projetos com dinheiro público. Os movimentos sociais e as comunidades encontram-se num contexto adverso e denunciam a crescente violência ambiental nos territórios onde há exploração mineral. Durante o Encontro dos Atingidos pela mineração, os moradores de comunidades rurais e urbanas do Pará e Maranhão se identificaram como vítimas de dezenas de impactos.

Destruição do ambiente, violação dos direitos de ir e vir e do direito à informação, poluição, violência, ausência de políticas públicas. Qual a relação desses problemas com a mineração? Para Raimundo Gomes da Cruz, do CEPASP, desde 1984 começou a preocupação com as questões ambientais ligadas à implantação de grandes projetos. “A barragem de Tucuruí, por exemplo, gerou impactos que até hoje não foram reparados. Comunidades inteiras deram lugar ao interesse pela geração de energia. Muitas dessas pessoas ainda hoje vivem sem energia elétrica. Essa é a farsa das grandes empresas, para implantar a desgraça em nossas terras”. Ele conta que também acompanhou a construção da Estrada de Ferro Carajás (EFC), um projeto que desestrutura as comunidades por onde passa.

Segundo Danilo Chammas, a maioria desses empreendimentos, assim como a duplicação da EFC, o mais novo projeto da empresa Vale S.A. em andamento, são realizados de forma ilegal. “Entretanto, o lado bom é que a legislação dos direitos humanos garante que os direitos sejam reparados de forma integral. Então precisamos nos antecipar, quanto à chegada de novos empreendimentos em nossa região”.

Na semana que antecedeu o Dia Mundial contra a Mineração, comemorado no dia 22 de julho, os participantes do Encontro Regional dos Atingidos pela Mineração dialogaram e refletiram sobre um futuro sem mineração ou um futuro onde os recursos naturais sejam usados de forma sustentável.

Juventude e Mineração

A chegada de grandes projetos em uma região muda o cotidiano das pessoas. Problemas como inchaço populacional, aumento da violência, prostituição, dentre outros são exemplos de impactos que esclarecem a relação entre mineração e juventude.

Para Marcelo Melo, militante do Movimento Debate e Ação (Marabá-PA), essas problemáticas têm como causa a vinda dos grandes projetos de desenvolvimento. “Marabá está entre as cidades mais violentas do país. Nós, da juventude, somos tão atingidos quanto os nossos pais”. O encontro possibilitou o diálogo entre os jovens e as pessoas que são atingidas pela mineração há mais tempo.

Durante o Encontro dos Atingidos pela Mineração, a Articulação da Juventude foi responsável pela poesia, músicas e gritos de ordem. Mas também demonstraram conhecimento de suas realidades e vontade de mudá-las. “É muito bom ver essa juventude, percebo que tem uma nova geração de luta em construção”, afirmou uma liderança sul-africana que visitou o encontro, numa atividade de intercâmbio internacional entre atingidos.

A relação entre a empresa Vale S.A e as comunidades

Moradores da África do Sul, Moçambique e diferentes municípios do Pará e Maranhão denunciaram os impactos gerados pela mineração, sob a responsabilidade da empresa Vale S.A.

Eles também explicaram como é a relação entre a empresa e as pessoas: ameaças, espionagem, promessas, desarticulação da comunidade, falta de diálogo, etc. De acordo com os moradores, a empresa não cumpre com a responsabilidade social e o lucro gerado pela mineração não tem retorno para as comunidades impactadas.

A comunidade Vila Concórdia, localizada no município de Buriticupu-MA é um exemplo de como a empresa se comporta. É uma das localidades onde iniciaram as obras de duplicação da EFC, mas a população não sabe o que vai acontecer.

Para Danilo Chammas “a Vale e o Estado brasileiro têm um plano e eles já sabem o que vai acontecer. As comunidades precisam se articular e saber que a Vale e o Estado têm dívidas para com as comunidades. Mas é evidente que os interesses da empresa não são os interesses da comunidade. É uma relação de direitos que a comunidade têm e obrigações que a empresa precisa cumprir”.
“Se formos ver o que a Vale faz com os camponeses africanos, é o mesmo que faz com os camponeses brasileiros. Então, a luta é só uma”, afirmou uma moradora da África do Sul. A articulação entre diferentes comunidades tem garantido acesso a informação e busca por direitos.

“Cansados? Não! Na luta, ninguém se cansa”… As palavras de ordem de um sul africano deram motivação a integrantes de movimentos sociais, entidades e comunidades atingidas por grandes projetos de mineração que terminaram o VI Encontro Regional dos Atingidos pela Mineração cheios de planos e esperança.

Notícia da Rede Justiça nos Trilhos

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No exterior, Vale enfrenta protestos por riscos ambientais: Na Nova Caledônia e no Peru, eleições acirram oposição à mineradora

por Danielle Nogueira em 13/07/2014

vale

Não bastasse os preços baixos do minério de ferro, a Vale tem se deparado com o ressurgimento da oposição a alguns projetos no exterior, em meio a processos eleitorais locais. Na Nova Caledônia, território francês onde a mineradora tem uma mina de níquel, uma onda de protestos estourou em abril, após mais um vazamento de efluentes ácidos na unidade, no Sul do arquipélago.

O acidente, que matou cerca de mil peixes, deu munição à agitação política. No mês seguinte, foram eleitos novos membros do Congresso, que decidirão sobre o referendo que trata da possível independência em relação à França.

Veículos e edifícios da Vale foram incendiados, interrompendo a produção por três semanas. A empresa atua na Nova Caledônia em parceria com companhias japonesas e um pool de províncias do arquipélago.

No Peru, onde haverá eleições municipais em outubro, a Vale é acusada de não tomar os devidos cuidados no embarque de fosfato (matéria-prima para fertilizantes), em seu terminal na Baía de Sechura, Nordeste do país, o que colocaria em risco o meio ambiente e a atividade pesqueira.

A Vale opera no país por meio da subsidiária Miski Mayo, que tem a americana Mosaic e a japonesa Mitsui como sócias.

IMPACTO EM ÁREA PROTEGIDA

A Vale herdou as operações na Nova Caledônia ao comprar a canadense Inco em 2006, tornando-se a segunda maior produtora de níquel no mundo. As reservas no território francês são 25% das de níquel da Vale e têm vida útil até 2043.

Mas a sustentabilidade do projeto é questionada por ONGs, que temem o impacto sobre um conjunto de lagoas consideradas patrimônio da Humanidade pela Unesco. Desde 2009, elas contabilizam ao menos cinco vazamentos, alguns envolvendo ácido sulfúrico. Segundo o ativista Sarimin Boengkih, o local de despejo de efluentes está situado a 3,5 quilômetros das lagoas.

— Com a sucessão de acidentes, as pessoas estão cada vez menos confiantes no processo de produção de níquel da Vale — afirma Boengkih.

A mineradora reconhece que houve problemas na implantação do projeto, mas assegura que “a operação é viável e segura”. E informa que uma auditoria externa confirmou que o controle de efluentes é adequado. A Vale já foi multada em US$ 460 mil.

PERU: DENÚNCIAS DESDE 2011

No Peru, a exploração de fosfato tem importância estratégica para a Vale, pois o Brasil é deficitário em fertilizantes. Segundo a comunidade local, porém, no momento do embarque em navios, há dispersão de material particulado no ar e na água, o que pode causar problemas respiratórios e desequilíbrios no ecossistema marinho. A primeira denúncia foi feita em 2011 pelo Sindicato de Trabalhadores da Petroperu, petroleira que tem um terminal a cerca de 300 metros do da Vale.

— Agora, os embarques têm sido à noite, para que ninguém note — diz Evin Querevalú, presidente do sindicato.

A Vale explica que o carregamento de navios pode gerar pó e assegura que está trabalhando para melhorar o sistema. E ressalta que uma multa ambiental local foi anulada em abril.

Para analistas de mercado, a oposição aos projetos não deve afetar o desempenho financeiro da Vale.

Link: http://oglobo.globo.com/economia/no-exterior-vale-enfrenta-protestos-por-riscos-ambientais-13238438#ixzz37ahZKblE

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VITÓRIA DOS TRABALHADORES: Sindicato derrota tentativa da Vale e Samarco de criminalizarem nossas lutas!

vitória dos trabalhadores

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Manifesto de apoio ao Sindicato Metabase Inconfidentes e aos trabalhadores da mineração

Manifesto da apoio metabase

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Carta em apoio às lutas sociais e Sindicais nos municípios de Inconfidentes e Congonhas

logoav1 A Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale vem através desta carta apoiar a luta do movimento sindical e da população dos municípios mineiros de Inconfidentes e Congonhas. Apoiamos a revolta popular do dia 16 de junho na busca por melhores condições de vida e justiça social; rechaçamos a criminalização ao movimento sindical e à população e o afastamento pela empresa Vale S.A. do diretor sindical Vander Luis.

A Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale recebe constantemente denúncias contra essa empresa, com relação a violações de direitos contra populações e territórios, bem como o desrespeito da luta organizada dos sindicatos e sua criminalização, tanto no Brasil como no exterior. Em nome de todas as organizações que compõem a Articulação, enviamos nossas palavras de solidariedade e força para que a luta em Inconfidentes e Congonhas atinja o seu objetivo, o diretor sindical Vander Luis seja imediatamente reintegrado a seu posto e nenhum outro sindicalista passe pela mesma situação.

A polícia, o poder judiciário, a empresa Vale e as empresas CSN e Samarco, alvo de críticas similares por parte da população e dos sindicatos, estão agindo contra a democracia e seu direito supremo à reivindicação e livre organização ao reprimir o direito a manifestação e responderem aos protestos sociais e a mobilização sindical através da criminalização e da perseguição aos dirigentes sindicais, que no dia 20 de junho levou a demissão do direto sindical Vander Luis.

Não à criminalização das lutas sociais!

Sim ao direito de protestar e lutar!

Todo apoio ao diretor sindical Vander Luis, ao Sindicato METABASE Incondifidentes, a luta dos trabalhadores e da população!

Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale

(coordenação de entidades, movimentos, sindicatos e comunidades vítimas de violações de direitos por parte da mineradora em diversas partes do mundo)

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Carta aberta à população: não à criminalização do Sindicato Metabase Inconfidentes!

Ocorrerá um ato contra a criminalização da luta dos trabalhadores, no Monteirão, em Congonhas (MG), no dia 1º de julho (terça-feira), às 16hs.

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